domingo, 11 de novembro de 2007

Dízimo de Urgezes

Nasceu o Dízimo de Urgezes. A ideia subjacente a este novo blogue é a criação de um registo do trabalho que os alunos da Escola EB 2,3 Gil Vicente vão fazendo em Área de Projecto para prepararem a sua participação nas Festas Nicolinas. O nome escolhido dá relevo à importância que Urgezes teve na origem destas festas, quando, no dia 4 de Dezembro, depois da entrega do dízimo aos estudantes, estes se dirigiam em romaria ao centro da povoação onde recebiam vinho nas casas ricas, costume que viria a dar origem às actuais Posses.

domingo, 14 de outubro de 2007

Charlie Chaplin e a mecanização da indústria

Duas cenas do famoso filme de Charles Chaplin, Tempos Modernos (1936), em que Chaplin satiriza de maneira genial a mecanização da indústria, iniciada por Henry Ford, mostrando o seu carácter desumano.


Tempos Modernos (cena da máquina de comer).


Tempos Modernos (cena do tapete rolante).

Ford T





Duas fotografias do célebre Ford modelo T produzido por Henry Ford desde 1908 até 1927. A imagem a cores é de um veículo a funcionar plenamente nos dias de hoje.
Para quem quiser aprofundar conhecimentos ou tentar compreender melhor este tema que tem vindo a ser tratado na sala de aula:
A Wikipédia tem variada informação sobre Henry Ford e a produção em série (linha de produção), o Fordismo, o Taylorismo e o Ford T. Também em Gestão Empresarial encontramos definições resumidas, mas interessantes, do Taylorismo e do Fordismo.

sábado, 6 de outubro de 2007

Batalhas da I Guerra Mundial (a cores)


Interessante filme documentário sobre a I Guerra. O filme foi colorido posteriormente (no tempo da I Guerra não havia tecnicolor) e musicado (era o tempo do "cinema mudo"). Quase no início aparece o famoso Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho, piloto alemão considerado o ás dos ases. No filme vêm-se situações reais de aviões abatidos. Lembro que os pilotos, nesta guerra, não usavam pára-quedas por duas razões: uma, é que estes eram muito pesados, reduzindo, por causa disso, a capacidade de os aviões manobrarem rapidamente; a outra razão é que se acreditava que os pára-quedas podiam fazer diminuir o desempenho dos pilotos que, em vez de lutarem pelas suas vidas, poderiam ser tentados a usar o pára-quedas demasiadas vezes e cedo demais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O assassinato do Arquiduque Francisco Fernando


Photobucket - Video and Image Hosting


Ilustração do assassinato do príncipe herdeiro do trono do Império Áustro-Húngaro e de sua mulher, a duquesa. Sarajevo, 28 de Junho de 1914.

Primeira Guerra Mundial (1)

Sobre a Primeira Grande Guerra existem alguns documentários interessantes no YouTube, documentários esses que tentarei colocar aqui no Sai-te! São, como é habitual, filmezinhos curtos, mas que nos fornecem sempre mais alguma informação e, principalmente, permitem-nos visualizar melhor a época que temos vindo a estudar.
Poderás ainda consultar o artigo da Wikipédia sobre a 1.ª Guerra Mundial. (Clica com o rato nesta frase.)

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

9ºC News


Existindo desde finais de Junho do corrente ano, o blog do 9ºC, 9ºC News, pretende ser um meio de comunicação entre os alunos que, no ano lectivo de 2006/2007, compuseram esta turma da Escola EB 2,3 Gil Vicente de Urgezes, Guimarães. Um exemplo de utilização da blogosfera para que os vínculos de amizade entre colegas não se percam com o afastamento geográfico. Parabéns, 9ºC 2006/2007! Vamos ter saudades vossas!

sábado, 8 de setembro de 2007

Ano Lectivo 2007/08



Está a começar um novo ano lectivo. Este ano só vou leccionar História a turmas do 9.º ano (9.º A, 9.º C, 9.º D e 9.º E) dando, assim, continuidade às turmas A e C. Também vou ter estas turmas em Área de Projecto, às quais se juntam os nonos D e H. Os 9.º I e 9.º J vão ser meus alunos em Estudo Acompanhado. Finalmente, irei dar aulas de Apoio Pedagógico Acrescido ao 8.º C.

sábado, 21 de julho de 2007

O atestado médico

Creio que data já dos princípios de 2006, este artigo de José Ricardo Costa, professor de Filosofia, colunista do Jornal Torrejano. Foi, desde então, publicado em vários blogues e tem vindo a circular pela internet, via e-mail. Pela sua actualidade, vale sempre a pena lê-lo e relê-lo. Creio que, se tivesse sido escrito neste ano de 2007, a única inclusão possível adicional ao texto, seria a do médico do Centro de Saúde.


O atestado médico

Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar. O despertador avariou durante a noite. Ou fica preso no elevador. Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa. Teve, portanto, de faltar à vigilância. Tem falta.Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la. A questão agora é: como justificá-la?
Passemos então à parte divertida. A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico. Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador. Mas não. Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame. Vai ao médico. E, a partir este momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante. Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo. Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias. A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana. Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras, o holocausto nazi ou o sucesso da TVI. O professor sabe que não está doente. O médico sabe que ele não está doente. O presidente do executivo sabe que ele não está doente. O director regional sabe que ele não está doente. O Ministério da Educação sabe que ele não está doente. O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente. Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente. Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente. Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica. Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões. O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade. Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade. Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados. Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o "ET", que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões. O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade. Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D. Afonso Henriques, que Deus me perdoe. A começar pela política. Os nossos políticos são descaradamente mentirosos. Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados. Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade. Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura. Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei. Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja. Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho. Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado. Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade. Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses. Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros. Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas.
Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo. Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico. É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio.

sábado, 14 de julho de 2007

Dia do Departamento de Ciências Sociais e Humanas



Reportagem fotográfica do Dia do Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola EB 2,3 Gil Vicente, Urgeses, Guimarães. 22 de Junho de 2007.